Page 420 - Uberaba-200 anos no coracao do Brasil
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Autor não identificado / Superintendência do Arquivo Público de Uberaba





































                                            Frederico Peiró e esposa Maria Resende Peiró. Ano 1905.


                  Em geral, as principais profissões dos imigrantes eram: agricultor, hospedeiro, fabricante de armas,
            afiador, barbeiro, caldeireiro, sapateiro, carroceiro, adega, cocheiro, contador, construtor, cozinheiro, marce-
            neiro, fabricante de cerveja, jardineiro, engenheiro, funileiro, entalhador, engraxate, açougueiro, ajudante de
            pedreiro, marmorista, oleiro, adega, ourives, relojoeiro, horticultor, padeiro, pintor, alfaiate, costureiro, corta-
            dor de pedras, funileiro, vendedor de tripas.

                  Os japoneses fundaram a Sociedade Nipo-Brasileira e o Sindicato Agrícola Nipo-Brasileiro. Eles se des-
            tacaram na agricultura, na produção de hortaliças e no comércio. Participaram ativamente da vida social em
            Uberaba.

                                                                        Os primeiros imigrantes árabes, especialmen-
                                                                Autor não identificado / Superintendência do Arquivo Público de Uberaba  no Brasil e, na despedida, deixavam os seus pais que,
                                                                  te libaneses, vieram ao Brasil com recursos próprios.
                                                                  Deixavam o Líbano em busca de um futuro melhor

                                                                  em geral, nunca mais viam. Como essa imigração
                                                                  não era subvencionada, não embarcavam em navios
                                                                  de companhias destinadas ao transporte de imigran-
                                                                  tes. Por isso, iam primeiro para a Itália (a maioria ao
                                                                  porto de Trieste) e, posteriormente, partiam para o
                                                                  Brasil, junto com outros imigrantes. Trabalhavam ini-
                                                                  cialmente como mascates, primeiramente em San-
                                                                  tos e São Paulo e depois penetravam no interior.
                                                                  Buscavam regiões de difícil acesso, onde os meios
                    Colônia japonesa em Uberaba. Década de 1940.
                                                                  de transporte eram raros, fator que facilitou o seu tra-
            balho. Caminhavam muito em busca de consumidores nas fazendas, arraiais e cidades mais distantes. Geral-
            mente carregavam baús, malas ou caixas com mercadorias, atados às costas por meio de correias.




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