Page 345 - Uberaba-200 anos no coracao do Brasil
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gro-mina, de São Jorge da Mina, denominação dada aos escravos procedentes da “costa situada a leste do
Castelo de São Jorge da Mina”.
CATIMBÓ
Catimbó é um conjunto específico de atividades mágico-religiosas, originárias da região Nordeste do
Brasil. Conhecido desde meados do século XVII.
JUREMA DE TERREIRO
Jurema de terreiro ou catimbó de terreiro é a designação comum à linha de catimbó-jurema que
tem seus rituais processados em um terreiro, ao som dos tambores e atabaques. Essa modalidade de culto
apresenta massiva influência africana em sua com-
posição, ao contrário das demais linhas do catimbó-
-jurema, que são, predominantemente, de origem
indígena-católica.
XANGÔ DO NORDESTE
Xangô do Nordeste, também conhecido como
Xangô do Recife, Xangô de Pernambuco ou Nagô
Egbá. Em todo o Nordeste, da Paraíba à Bahia, a influ-
ência dos yorubas prevalece a do Daomé.
BATUQUE
Batuque do Rio Grande do Sul, Brasil, de onde
se estendeu para os países vizinhos tais como Uru-
guai e Argentina. O batuque é fruto de religiões dos
povos da Costa da Guiné e da Nigéria, com as na-
ções Jêje, Ijexá, Oyó, Cabinda e Nagô.
UMBANDA
A umbanda é uma religião brasileira que sinte-
tiza vários elementos das religiões africanas e cristãs,
porém sem ser definida por eles. A umbanda nasceu
na virada do século XIX / século XX, no Sudeste do
Brasil, a partir da síntese com movimentos religiosos
como o candomblé, o catolicismo e o espiritismo. É
considerada uma “religião brasileira por excelência”,
com um sincretismo que combina o catolicismo, a
O som dos tambores é um dos elementos que permitem que os
tradição dos orixás africanos e os espíritos de origem espíritos desçam sobre os médiuns, por meio dos quais eles se
comunicam com os vivos
indígena.
Foto: África e Brasil Africano, p. 113
Na capital mineira, Belo Horizonte, o candom-
blé iniciou em 1963, pelo zelador babalorixá Carlos Ribeiro da Silva, com o candomblé de Keto, e ele fundou
o Ilê Wopo Olojukan. Em relação aos terreiros de origem Bantu (Angola/Congo), existem duas versões a
apresentar. A primeira versão é do zelador babalorixá da roça, Nsò Kuna Nkossi; o senhor Nelson Mateus No-
gueira, afirma ser essa roça a mais antiga de Belo Horizonte. E a segunda versão é do senhor Marco Antônio
P. de Carvalho, que afirma ser a roça Branca, na qual ele é o zelador babalorixá, a pioneira em Belo Horizonte.
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